A Polícia Federal apreendeu US$ 49 mil em espécie — cerca de R$ 253 mil — em um endereço ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, na manhã desta quinta-feira (18/6), em Brasília. A apreensão ocorreu durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Wagner é um dos principais alvos da ação. Segundo André Mendonça, o senador teria sido o “beneficiário central” de vantagens econômicas pagas por integrantes do Banco Master em troca de atuação favorável à instituição no Congresso.
A Polícia Federal aponta três benefícios principais concedidos ao senador:
- um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador;
- o uso de aeronaves ligadas ao Banco Master;
- um ingresso para camarote de show internacional em Los Angeles, avaliado em R$ 63,3 mil.
Em quais temas o senador teria atuado a favor do Banco Master?
A PF identificou indícios de que Wagner teria atuado em pautas de interesse da instituição financeira no Congresso. Os pontos sob investigação são o crédito consignado, o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a fiscalização da aquisição do Banco Master pelo BRB.
O que diz a defesa de Jaques Wagner?
Jaques Wagner sempre negou qualquer relação com as “falcatruas” do Banco Master — expressão usada pelo próprio senador em fevereiro deste ano. Após a operação desta quinta-feira, o Partido dos Trabalhadores saiu em defesa do parlamentar e afirmou que ele “tem toda a nossa confiança”.
