A pré-candidata ao Senado e ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), voltou a rejeitar publicamente a possibilidade de disputar o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Durante encontro de lideranças realizado neste sábado (27/6), em Montes Claros, ao lado dos pré-candidatos ao Palácio Tiradentes Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares Júnior (PSB), a petista afirmou que sua única disposição é disputar uma vaga no Senado Federal.
A declaração ocorre em meio à pressão de integrantes da direção nacional e estadual do PT para que Marília reavalie a candidatura ao Senado e dispute o governo estadual. Neste domingo (28/6), ela deverá se reunir, em Belo Horizonte, com o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, que tentará convencê-la a mudar de posição.
Marília reafirma candidatura ao Senado
Questionada sobre a possibilidade de disputar o governo, Marília afirmou que sua decisão já foi comunicada ao partido.
“Eu já disse ao Partido dos Trabalhadores, inclusive antes de renunciar à Prefeitura de Contagem, que a minha disponibilidade exclusiva era para ser pré-candidata ao Senado. Existem dois elementos que orientam essa escolha. Primeiro, acredito que no Senado posso ajudar mais os municípios mineiros. Não vou estar envolvida diretamente com gestão, mas com articulação política em defesa das cidades. Segundo, todas as pesquisas feitas até agora apontam que sou mais viável eleitoralmente para o Senado. Por essas duas razões, só serei candidata se for ao Senado Federal.”
Segundo ela, o momento ainda exige diálogo interno no partido.
“Terei reunião com o presidente nacional do PT e com a presidenta estadual para aprofundarmos a estratégia eleitoral para 2026. Minas ainda vive um cenário de indefinições, mas minha posição permanece a mesma.”
Frente ampla continua sendo prioridade
Marília voltou a defender a construção de uma aliança entre partidos do campo democrático para enfrentar a direita em Minas Gerais.
Segundo ela, a estratégia defendida anteriormente pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD) continua sendo a mais adequada.
“Eu continuo defendendo uma estratégia de frente ampla. Hoje existe uma possível costura envolvendo PT, MDB, PSB e também o PDT. Precisamos construir uma candidatura consensual para o Governo de Minas. Não estamos discutindo preferências pessoais. Estamos discutindo qual é a melhor estratégia para vencer as eleições e apresentar um projeto para Minas Gerais.”
Durante a coletiva, a petista elogiou os dois pré-candidatos presentes.
“Tenho muito respeito pelo Jarbas, que foi um grande procurador-geral e sempre defendeu os municípios. Acho que é um bom candidato ao Governo de Minas. Da mesma forma, Gabriel tem demonstrado disposição, consistência política e apresenta uma candidatura jovem. Para mim, são duas pré-candidaturas qualificadas. A principal aposta, no entanto, precisa ser a nossa união.”