Em entrevista exclusiva à 98 News, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha afirmou nesta quinta-feira (2/7) que o Brasil vive dois movimentos simultâneos na área da saúde: a modernização do Sistema Único de Saúde (SUS) e a recuperação de demandas que ficaram represadas, principalmente durante a pandemia.
Ao ser questionado se o país está entrando em uma fase de modernização real ou ainda busca corrigir atrasos históricos, Padilha respondeu que as duas frentes caminham juntas.
“Eu diria que a gente está fazendo os dois movimentos ao mesmo tempo.”
Como exemplo da modernização, o ministro destacou investimentos em tecnologia e inovação. Segundo ele, a implantação das UTIs inteligentes e a expansão da telemedicina colocam o SUS entre os sistemas de saúde que mais avançam na transformação digital.
“Quando a gente faz a instalação das UTIs inteligentes, isso é colocar o SUS na vanguarda da revolução digital. Quando a gente fala que a gente fez mais de seis milhões de atendimentos de telesaúde, nós estamos mostrando que a gente está na frente, na vanguarda.”
Padilha também ressaltou a retomada da produção nacional de insulina. De acordo com o ministro, o medicamento voltou a ser fabricado no Brasil por meio de uma parceria com uma empresa instalada em Nova Lima.
Ao mesmo tempo, o ministro reconheceu que o país ainda trabalha para reduzir a fila de procedimentos acumulados nos últimos anos. Ele destacou que o Brasil alcançou um recorde de cirurgias eletivas, mas afirmou que a demanda ainda é grande.
“Quando a gente chega a 15 milhões de cirurgias eletivas, a gente está batendo um recorde, está fazendo mais cirurgia do que foi feito em qualquer momento. Mas a gente precisa avançar muito mais porque tinha muita cirurgia represada.”
Segundo Padilha, a pandemia provocou o adiamento de consultas, exames e cirurgias em todo o país, gerando uma demanda reprimida que ainda está sendo atendida.
“Durante a pandemia, todo mundo que está nos ouvindo certamente aconteceu consigo próprio ou conhece alguém que teve que cancelar um exame, cancelou uma cirurgia. Tudo isso foi ficando uma represa que a gente está recuperando agora.”
Para o ministro, o desafio do governo é manter os investimentos em inovação e, ao mesmo tempo, ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, reduzindo o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos cirúrgicos.
