As equipes brasileiras que participam da missão internacional de busca e resgate na Venezuela continuam atuando nas áreas atingidas pelo terremoto. No sexto dia da operação, o trabalho envolve não apenas a localização de vítimas, mas também a avaliação das condições das estruturas antes de qualquer tentativa de retirada dos escombros, para reduzir os riscos durante a operação.
Entre os integrantes da missão estão 31 militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
Nos últimos dias, a equipe brasileira participou da recuperação de vítimas encontradas sob edificações que desabaram. Em 30 de junho, foram retirados os corpos de três pessoas, duas mulheres e um homem de 71 anos. Já na terça-feira (1º/7), outras duas vítimas foram localizadas e retiradas dos escombros.
As operações variam de acordo com as condições de cada local. Em alguns pontos, a instabilidade das estruturas exige a abertura de acessos seguros antes da entrada das equipes. Em determinadas situações, também é necessário o uso de máquinas pesadas. Os procedimentos seguem protocolos internacionais de busca e resgate.
Além dos desafios relacionados às estruturas comprometidas, as equipes trabalham sob temperaturas entre 24°C e 31°C, com sensação térmica superior a 32°C. Os bombeiros também seguem protocolos de biossegurança e receberam, nesta terça-feira (1º/7), orientações sobre a prevenção de doenças que podem ser transmitidas pelo contato com materiais contaminados ou por vias respiratórias, devido às condições encontradas nas áreas de busca.
A missão reúne equipes de diferentes países. Durante a operação, a médica-veterinária da delegação brasileira atendeu um cão de busca do Exército da Argentina, animal utilizado nas buscas por vítimas em áreas de desabamento.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, as operações seguem sendo realizadas conforme critérios técnicos de segurança, com avaliação constante das condições das estruturas antes do avanço das equipes.
