A falta de uma definição do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), sobre quem apoiará na disputa pela presidência da Câmara Municipal tem provocado insatisfação entre vereadores de sua base. Fontes ouvidas reservadamente pela Rede 98 afirmam que parte dos parlamentares cobra uma posição mais clara do prefeito e avalia que a demora abre espaço para a articulação de outros grupos políticos.
Nos bastidores, a percepção de parte dos parlamentares é de que o prefeito estaria tratando os votos de sua base como garantidos, independentemente de uma eventual escolha entre Helinho da Farmácia (PSD) e Diego Sanches (Solidariedade). Entretanto, interlocutores ouvidos pela reportagem ressaltam que o apoio a qualquer um dos nomes depende de articulações, negociações e acordos internos entre os vereadores.
A avaliação é de que a proximidade com o prefeito não garante, por si só, os votos necessários para eleger o próximo presidente da Câmara. Sem uma definição, parlamentares da base continuam livres para negociar com outras candidaturas, o que amplia as possibilidades de reorganização dos grupos políticos dentro da Casa.
Família Aro se movimenta diante da indefinição
É nesse cenário que o grupo político ligado ao ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP), conhecido nos bastidores como Família Aro, tem intensificado suas movimentações. Segundo fontes ouvidas pela Rede 98, a ausência de um posicionamento definitivo de Álvaro Damião abre espaço para que o grupo amplie as conversas com vereadores e busque apoio para seus projetos na Mesa Diretora.
A disputa também envolve outros vereadores que já demonstraram interesse na presidência, como Marcela Trópia (Novo) e Irlan Melo (PL). Apesar das movimentações, ainda não há consenso em torno de uma candidatura capaz de reunir a maioria dos votos.
A eleição para a presidência da Câmara Municipal de Belo Horizonte está marcada para 12 de dezembro. Até lá, a definição do candidato apoiado pela Prefeitura e a capacidade de articulação dos diferentes grupos serão determinantes para a formação dos acordos políticos.