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EUA reagem à decisão de Dino: ‘nenhum tribunal estrangeiro pode invalidar sanções americanas’

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Dani Rodrik fez duras críticas à política adotada por Trump (Reprodução/White House)

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou, na noite desta segunda-feira (18/8), uma resposta à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringiu a aplicação de leis estrangeiras no Brasil. A pasta americana afirmou que nenhuma corte estrangeira pode invalidar sanções impostas por Washington e reforçou que as penalidades seguem em vigor.

“Alexandre de Moraes é tóxico para todos os negócios legítimos e indivíduos que buscam acesso aos EUA e aos seus mercados. Nenhum tribunal estrangeiro pode invalidar sanções dos Estados Unidos — ou poupar alguém das severas consequências de violá-las”, diz a publicação. Embora não cite diretamente a decisão de Dino, a declaração foi interpretada como uma resposta ao entendimento do ministro de que medidas unilaterais impostas por outros países não têm efeito automático em território brasileiro.

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Na decisão, Dino destacou que cabe ao Brasil definir a extensão e validade de legislações estrangeiras em seu território, especialmente em temas relacionados a direitos e garantias fundamentais. A manifestação surgiu em processos que questionam a aplicação de restrições externas contra autoridades brasileiras, sobretudo no contexto da Lei Magnitsky, aplicada contra o colega de STF Alexandre de Moraes. Para o ministro, reconhecer a validade automática de sanções de outro país equivaleria a abrir mão da soberania nacional.

O governo americano, por sua vez, reforçou que cidadãos dos EUA estão proibidos de negociar com Moraes e que estrangeiros também devem ter cautela, já que fornecer apoio material a pessoas consideradas “violadoras de direitos humanos” pode acarretar riscos de sanções.

A nota amplia a tensão diplomática entre os países. De um lado, o Brasil afirma que leis externas não podem se sobrepor à jurisdição nacional; do outro, os Estados Unidos garantem que suas medidas têm efeito global, inclusive para não cidadãos.

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Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

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