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Infância difícil, início no futebol e golpe sofrido por empresário: a história do ex-lateral Carlos César

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Reprodução 98 Live

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Carlos César foi o convidado do nosso programa FDP, desta última terça-feira (21). O ex- jogador do Atlético emocionou a todos com suas palavras. A conversa com o craque começou muito bem. “A mensagem da minha vida é essa, ajudar as pessoas a serem melhores do que são”, afirmou Carlos César, o nosso FDP vip.

O ex-Atlético nasceu em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O lateral do Atlético nas temporadas 2013 e 2014 teve o seu primeiro contato com o futebol em 2003. O então menino, foi levado até o Mineirão por um conhecido e se apaixonou pelo clima vivido naquele momento.

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“Quando eu tive a minha primeira experiência com um estádio de futebol foi em 2003, no antigo Mineirão. Um rapaz me colocou nas costas e quando eu vi aquilo, eu pensei: cara, é isso que eu quero para mim! Nesse dia eu tive a certeza que era aquilo que eu queria para a minha vida!”

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Após o impacto sentido na visita ao Gigante da Pampulha, Carlos decidiu ser jogador de futebol. O menino contou com a influência de seu irmão Júnior.

“O meu irmão jogava futebol amador e ele sempre me acompanhava nas competições em que eu jogava. Ele me contou uma história, que quando eu disputei a minha primeira competição, por volta dos dez anos de idade, eu fui campeão, fiz muitos gols, mas não fui o artilheiro. Olhei para meu irmão e balancei minha cabeça negativamente. O meu irmão percebeu que havia algo diferente em mim”. 

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Carlos César perdeu a mãe muito cedo, foi criado pelo seu pai, mas a relação não era boa. O alcoolismo atrapalhou a caminhada entre pai e filho. Mesmo com todos os problemas vividos na infância, ele explicou que perdoou o seu pai, e que realizou o seu maior sonho quando chegou ao Galo, construir uma casa e entregá-la a ele.

“Eu tinha o sonho de ter uma casa nova, porque na rua onde morava a minha casa era a única que não tinha muro, não tinha portão, as paredes eram quebradas, chovia e molhava tudo e minha família sentia vergonha, e quando pude, eu dei uma casa nova para ele e construímos uma mesa para que todos da família pudessem se sentar e celebrar”. 

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O ex-jogador, foi campeão da libertadores com o Atlético Mineiro e fez parte do elenco que esteve no Mundial de 2013. Um dos elencos marcantes do Galo. O lateral jogou com Ronaldinho e claro que ele tem história com o craque.

“Quando o Ronaldinho chegou no Atlético ele valorizou todo mundo. Uma das coisas que aprendi com ele, que eu trago para vida, é: Eu sempre ficava posicionado próximo ao árbitro, do lado contrário a bola, porque se você perceber existe um espaço grande nas costas do árbitro e ninguém marca ele. Eu estou ali sempre sozinho! Quando eu fui jogar no Criciúma como meia, eu comecei a fazer isso e deu muito certo”. 

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Naquele elenco de 2013 existiam vários jogadores com história no futebol, além do R49. Pierre, Gilberto Silva, Réver e Léo Silva entre outros grandes jogadores. Carlos comentou sobre a sua convivência com esses craques e como aprendeu com eles a exercer um papel de liderança.

“O meu lado empreendedor, o de mentalidade de negócio, de crescer ainda mais, foi uma vontade minha de me aproximar do Gilberto Silva, com o Josué, eu queria estar com aqueles caras que já eram líderes. Porque eu não era, eu era o menino que brincava, mas eu estava lá porque eu queria aprender”.

 

Também no Galo, Carlos César sofreu o principal baque da sua vida. Um empresário no qual o atleta confiava no começo da carreira, lhe deu um “golpe”. Mesmo assim, Carlos preferiu pagar a dívida e seguir com a sua vida.

E quando eu falo do problema de você confiar nas pessoas e cair nas mãos erradas. Foi o que aconteceu comigo(…). Já no meu final de carreira, no Atlético em 2016, eu descobri que um empresário que eu não trabalhava mais tinha algumas notas promissórias minhas em branco. Essa pessoa não estando feliz por eu não trabalhar mais com ele, me fez pagar uma dívida milionária”.

Hoje, Carlos César trabalha como Gestor de carreiras e está se dedicando a sua empresa de café: a “Café Golaço”.

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