A circulação de informações sobre a volta da obrigatoriedade do uso de máscaras no Chile tem gerado dúvidas e mensagens alarmistas nas redes sociais. Para esclarecer a situação: é fato que o governo chileno determinou o retorno do item, mas a medida é restrita a ambientes de saúde e possui um prazo definido. Não há, até o momento, obrigatoriedade de uso em locais públicos abertos, comércios ou transportes.
A medida, anunciada pelo Ministério da Saúde do Chile (Minsal), entra em vigor no dia 1º de abril e se estende até 31 de agosto. A decisão faz parte da “Campanha de Inverno”, uma estratégia anual para enfrentar o aumento sazonal de doenças respiratórias, como a gripe e o vírus sincicial, que costumam sobrecarregar o sistema hospitalar durante o outono e o inverno.
Onde o uso é obrigatório e quem deve usar
A obrigatoriedade aplica-se estritamente a serviços de urgência, tanto públicos quanto privados, além de unidades de diálise e setores de onco-hematologia. Nesses locais, o uso é exigido para:
- Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e equipes de apoio);
- Pacientes e acompanhantes;
- Estudantes em formação e funcionários administrativos.
As autoridades sanitárias especificaram que devem ser utilizadas máscaras cirúrgicas de três camadas ou respiradores de alta eficiência, como os modelos N95 e KN95.
Justificativa das autoridades
De acordo com o subsecretário de Redes Assistenciais, Julio Montt, o foco principal é reduzir a transmissão em ambientes de alta circulação de pessoas doentes. Complementando a estratégia, a subsecretária de Saúde Pública, Alejandra Pizarro, destacou que a ação protege não apenas os pacientes vulneráveis, mas também garante a manutenção da força de trabalho nos hospitais.
Fora das unidades de saúde, o governo chileno mantém apenas recomendações voluntárias. O uso é sugerido para pessoas com sintomas gripais, em locais fechados com aglomeração ou no contato com indivíduos imunocomprometidos. O Minsal informou que a obrigatoriedade pode ser revogada antes de agosto caso os indicadores epidemiológicos apresentem melhora consistente.
