Uma agência do Banco do Brasil foi alvo de um ataque criminoso na cidade de Guidoval, na Zona da Mata mineira, na madrugada desta sexta-feira (10). Criminosos armados explodiram a entrada da unidade durante a ação.
O município, que tem cerca de 7 mil habitantes, registrou a ocorrência por volta das 3h da manhã. A agência fica na região central da cidade, a cerca de 60 metros do batalhão da Polícia Militar.
Durante a fuga, os suspeitos espalharam objetos metálicos na rua para dificultar a perseguição policial. Apesar da estratégia, três homens armados foram presos em flagrante.
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, a resposta foi rápida e permitiu a localização de parte do grupo envolvido. O porta-voz da corporação, capitão Rafael Veríssimo, explicou como ocorreu a operação.
“Obtivemos a localização de um primeiro criminoso num bairro da cidade de Rodeiro, município da Zona da Mata. Os militares se deslocaram até essa localização e perceberam a chegada desse suspeito. Quando ele iria ingressar no imóvel, foi abordado pela equipe policial. No primeiro momento, já admitiu a participação na ação criminosa. Logo em seguida, um outro criminoso que estava dentro do imóvel se entregou. É irmão do primeiro abordado. Dois indivíduos presos com vasta ficha criminal. Conseguimos ainda, na cidade de Rodeiro, localizar um terceiro alvo que também foi preso. Outros envolvidos já foram identificados e a instituição segue em diligências em outras cidades do estado”, afirmou.
Apesar das características da ação, que lembram ataques conhecidos como “novo cangaço”, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, descartou essa hipótese.
“Foram capturados com armas leves, o que demonstra que não se trata de novo cangaço. Nós estamos falando de bandidos comuns que tentaram roubar a agência, mas eu gostaria de deixar a população tranquila. O novo cangaço não age em Minas Gerais porque eles sabem da nossa velocidade de reação e da nossa condição de captura”, disse.
A Polícia Militar segue em busca de outros possíveis envolvidos no crime. A agência do Banco do Brasil permanece interditada para perícia. Como se trata de uma instituição financeira pública, a investigação ficará a cargo da Polícia Federal.
