PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Caso Jeniffer Castro: ceder assento no avião é obrigatório? Especialista em direito do consumidor explica

Por

Siga no

Reprodução/Redes Sociais

Compartilhar matéria

A passageira que se recusou a ceder a poltrona no avião para uma criança que queria sentar na janela levantou uma discussão sobre direito do consumidor. Afinal, é obrigatório ceder o assento na aeronave?

Ao ser gravada pela mãe da criança, que chorava para trocar de lugar e ocupar o assento da janela, Jeniffer Castro foi exposta nas redes sociais e afirmou que pretende processar a mulher pelo constrangimento e pela gravação.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

De acordo com Luciana Atheniense, advogada especialista em direito do consumidor e do turismo, a postura da mãe funcionou como uma imposição para que a passageira se comovesse com o choro da criança.

“A passageira não era obrigada a fazer a troca do assento. A mãe da criança não estava certa, porque Jeniffer Castro, que pagou pela poltrona, tinha um amparo legal para permanecer no assento sem a obrigação de ceder para terceiros, a não ser que quisesse’, afirma a advogada.

Atheniense ressalta que a empresa aérea precisa garantir que o consumidor usufrua do bilhete comprado e do assento reservado, especialmente quanto a poltrona é comprada pelo passageiro. Ou seja, é um direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Sabemos que quanto mais próximo da viagem, mais caro fica o assento e o valor do bilhete. A companhia aérea tem o dever de intervir e preservar os direitos dos passageiros”, explica.

Filmagem sem autorização

A passageira afirma que foi filmada pela mãe da criança sem autorização de imagem e privacidade. Para Luciana Atheniense, essa foi uma forma de coagir a passageira a ceder o assento para a criança. “Jeniffer Castro pode entrar com uma ação de danos morais como forma de reparação por ter sido exposta ao constrangimento”, diz.

Em relação à companhia aérea, a advogada completa que, segundo os depoimentos da passageira após o ocorrido, ela pediu auxílio para que a tripulação ajudasse a amenizar o desconforto e a resolver a situação, e que a companhia aérea não tomou providências. “As provas precisam ser analisadas para que possamos entender se a companhia aérea tem responsabilidade em relação à conduta da mãe da criança”, finaliza.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Dino pede julgamento virtual extraordinário no STF de ação que põe fim aos penduricalhos

OAB-SP suspende registro profissional de Deolane Bezerra

Caso Americanas: PF deflagra segunda fase da Operação Disclosure

Moradores são retirados de imóveis em Manaus e Belém após terremotos na Venezuela

Receita Federal publica primeira lista de devedores contumazes; entenda quem pode entrar

Telemarketing denuncia precarização e pede regulamentação da profissão em audiência na Câmara

Últimas notícias

Mendonça manda Daniel Vorcaro para a Papudinha após fracasso de delação

Comissão da Câmara de BH aprova relatório que pede cassação de Lucas Ganem

Incêndio em lote ao lado de escola provoca evacuação de 200 crianças em BH

Lindolfo Paoliello reúne décadas de crônicas em livro que transforma o cotidiano em literatura

Léo Duarte destaca adaptação no Atlético e fala sobre Domínguez: ‘ainda não conversei’

Juliano Lopes diz ter sido ameaçado de expulsão do Podemos por caso Lucas Ganem

Brasil coloca equipes de saúde e insumos à disposição da Venezuela

PGR pede que STF aguarde investigação antes de decidir sobre prisão de Bolsonaro

Léo Duarte revela que conversou com Fred, alvo do Atlético: ‘se dependesse dele, já estaria aqui’