O Brasil enfrenta um cenário desafiador com mais de 78 milhões de inadimplentes, mas um movimento curioso surge entre os jovens. A geração Z tem se destacado como o grupo que mais cresceu na negociação de dívidas, registrando uma alta de 49% nos acordos de renegociação. Esse dado, fornecido pela Serasa, revela que, mesmo sendo a faixa etária que menos deve, são eles, os mais jovens, que mais ativamente buscam “limpar o nome”.
Segundo Carla Pontes, especialista da Serasa, a tendência indica uma crescente preocupação desses jovens com sua vida financeira, impulsionada pelo exemplo dos pais e pelo maior acesso à informação. “Hoje a geração Z tem mais acesso à tecnologia, tem mais acesso à informação e à educação financeira, o que acaba facilitando essa conscientização”, explica.
Apesar dessa conscientização, Carla aponta os principais erros cometidos pelo grupo ao iniciar sua vida financeira. Um fator chave é a falta de acompanhamento adequado. “Quando o jovem tem o primeiro emprego, pode acabar se empolgando com o salário, com o crédito no mercado, e aí vem o desequilíbrio”, apontou.
Para evitar a inadimplência, a especialista ressalta a importância do ambiente familiar. “O maior exemplo está em casa”, diz.
Apesar dos desafios, a especialista afirma que o jovens devem ser incentivados a arcar com suas próprias dívidas e despesas, e que os pais devem direcioná-los de forma constante. A combinação de responsabilidade individual e apoio familiar contínuo é a chave para que a geração Z construa uma vida financeira sólida e evite os perigos da inadimplência.
