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Cerveja e Copa do Mundo: Bud x Budweiser Budvar

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Fauzan Saari | Unsplash

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A Copa do Mundo está chegando e como esse ano será no Catar, um país muçulmano, a venda de cerveja será bem restrita. Um dilema para a FIFA que tem contrato de patrocínio há muitos anos com a americana Budweiser. A Bud será vendida apenas nas imediações dos estádios com início 3 horas antes dos jogos, paralisação durante os 90 minutos de jogo, e voltando a venda após os jogos por mais uma hora. Dentro dos estádios não será permitida a venda nem o consumo de bebidas alcoólicas.

Aproveitando o tema, você sabia que a Budweiser, que hoje faz parte do grupo Ambev, possui uma xará na Europa que disputa na justiça o uso do mesmo nome? Existe uma tradição, na Alemanha e nos países de influência germânica, de colocar o nome da cidade nas cervejas mais tradicionais do lugar, algumas colocam também o final -ER no nome da cidade. Por exemplo, Pilsner é a cerveja de Pilsen, Dortmunder é a cerveja de Dortmund.

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Foto: Cervejaria Budweiser

A cidade de Budweis, que fica na República Tcheca, produzia cervejas desde o ano de 1265 e desde o século XV era onde se fabricava a cerveja da Corte Real do Reino da Bohemia, e por isso a produção daquele local tinha o título de “Cerveja dos Reis”. Também desde o século XIII as cervejas produzidas na cidade eram conhecidas popularmente como Budweiser, seguindo um pouco da tradição desses países de nomear as cervejas com o nome do lugar. Em 1895 a cervejaria Budvar resolveu criar uma cerveja inspirada na nova invenção da cidade de Pilsen, e batizou sua novidade com o nome de Budweiser Budvar, então, pela primeira vez, a cidade tinha oficialmente uma cerveja com o nome local.

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Foto: Budweiser Budvar

Em outro paralelo existe a história da Budweiser americana, hoje pertencente à Ambev e patrocinadora da Copa do Mundo há vários anos. Quando o Sr. Busch se casou com a filha de Anheuser’s, ele juntou-se ao seu sogro para abrir uma cervejaria. Próximo dos anos 1870, antes da criação da BudweiserBudvar, Busch viajou para República Tcheca para estudar técnicas e melhorar a qualidade da sua cerveja. Durante essa visita ele ouviu falar da cidade de Budweis  e que as cervejas de várias fábricas vindas do lugar eram popularmente chamadas de Budweiser.

Depois de visitar a cidade, ele aproveitou desta ideia do nome e, inspirado pelas boas cervejas experimentadas, o cervejeiro americano criou a Budweiser nos Estados Unidos no ano de 1876. Além de usar e registar o nome para si, Busch também registrou o slogan “King of Beers”, “Rei das Cervejas”, muito semelhante ao slogan Tcheco “Cerveja dos Reis”. Como naquela época não havia disputas por mercados internacionais os cervejeiros europeus não se importaram, além disso, após a Segunda Guerra a região de Budweis foi incorporada à União Soviética e ficou ainda mais isolada do mercado internacional.

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Foi após os anos 80, quando a empresa dos Estados Unidos já era uma produtora gigante, que essa disputa ficou acirrada: a cervejaria americana reclama a marca pela antecedência do registro e a empresa Tcheca diz ter direito com base nos critérios de nomenclatura que existem desde o século XIII. Além do uso do nome pela fábrica da Ambev outro fato que incomoda muito os europeus é o fato da cerveja americana ter arroz em sua receita, não é puro malte e não segue as Leis da Pureza que regem as cervejarias da Escola Alemã.

Com centenas de processos entre as duas empresas, em diversos países, hoje é possível encontrar a Budweiser Tcheca nos Estados Unidos com o nome de Czechvar, aqui no Brasil ela também chega com esse nome. Em alguns países europeus que reconhecem o direito da cervejaria europeia a Budweiser americana é vendida com o nome de Bud. Na Alemanha e na República Tcheca dificilmente você encontrará a americana, e nem é recomendado você pedir por ela nesses locais.

Outro fato interessante é que além dessas duas cervejarias que disputam o nome, existe uma outra, a Budejovicky Mestansky, que produz desde 1795 uma cerveja que também reclama pelo nome de Budweiser. Apesar de estar na briga essa terceira empresa só pode ser vendida com os nomes 1795 ou Boheme 1795 nos rótulos.

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Como toda essa disputa não interfere muito para nós consumidores vale a dica de experimentar todas! A famosa Bud vai bem para quem curte assistir aos jogos com uma tradicional pipoca ou aquele amendoim salgado, que também é muito apreciado. Para acompanhar a Budweiser Budvar, que chega aqui com o nome de Czechvar, a dica é frango a passarinho ou um torresmo bem sequinho, e se você encontrar uma 1795 a dica de harmonização é a mesma, as duas tem características bem semelhantes.

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