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Lula defende reforma no Judiciário e diz que ministro do STF não pode querer ficar rico

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Em entrevista, presidente Lula diz que Fachin tem a faca e o queijo na mão para investigar o STF e defende reforma profunda no Judiciário. (Foto: Flickr/STF/Lula)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a apuração rigorosa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista na Record, divulgada nas redes sociais, o chefe do Executivo afirmou que o presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, dispõe de todos os elementos para conduzir as investigações. O caso envolve a relação de magistrados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Durante a declaração, o petista cobrou transparência irrestrita do tribunal diante das denúncias apuradas pela Polícia Federal. Por isso, o presidente sustentou que a quebra dos sigilos telefônicos e bancários é fundamental para restabelecer a credibilidade da instituição e punir eventuais desvios.

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“O sigilo foi quebrado, portanto o Fachin tem agora a faca e o queijo na mão para abrir tudo e saber quem fez o que na Suprema Corte. Quem fez o que tem que ser punido, tem que ser julgado. Não há como o povo brasileiro ficar vendo uma Suprema Corte perder credibilidade na sociedade.”

Além das apurações pontuais, o mandatário propôs uma reestruturação ampla na legislação do sistema de justiça brasileiro. A pauta abrange mudanças no modelo de escolha dos magistrados, a fixação de mandatos por tempo determinado e travas contra conflitos de interesse de parentes.

“Eu acho que nós temos que ter uma reforma profunda no Poder Judiciário, em que a gente discuta o tempo de mandato e o critério de escolher o candidato. E tem que ter uma coisa clara: quem for ministro ou quem estiver no Poder Judiciário não pode querer ficar rico.”

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Crise no STF e julgamento sem definição

As declarações do presidente ocorrem após a sessão extraordinária do STF terminar sem um desfecho nesta terça-feira (15). O julgamento sobre o relatório da Polícia Federal acabou suspenso devido ao pedido de vista do ministro Flávio Dino. Além disso, essa medida adia a deliberação do plenário para uma nova data ainda não agendada.

Nesse sentido, diante do impasse institucional no tribunal, Lula defendeu que a moralização do Judiciário é urgente para evitar a perda da confiança popular. O presidente concluiu que a apuração deve alcançar todas as autoridades citadas para garantir a equidade dos processos.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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