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Missão Artemis II: quais são os momentos mais críticos do retorno à Terra? Confira

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Débora Elisa

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Tripulação da Artemis II, que retorna hoje para o planeta Terra | FOTO: NASA

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A missão Artemis II, da NASA, entrou em uma fase decisiva e histórica ao avançar rumo ao retorno à Terra nesta sexta-feira (10/4), após contornar a Lua. A volta é um momento considerado crítico dentro da nova era da exploração espacial, e existem alguns momentos que podem ser mais decisivos que outros.

Segundo uma matéria do site Gizmodo, a missão, que marca o primeiro voo tripulado além da órbita baixa da Terra desde 1972, é composta por uma série de etapas fundamentais, cada uma com riscos e objetivos específicos ao longo de aproximadamente dez dias de viagem. Veja quais são:

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As 4 fases críticas da Artemis II

A publicação descreve quatro momentos-chave que concentram a maior atenção de engenheiros e especialistas, que vão desde a separação de componentes da nave até o pouso no oceano.

1ª: separação do módulo de serviço

Cerca de 20 minutos antes de atingir a atmosfera terrestre, a cápsula Orion se separa do módulo de serviço, responsável por fornecer energia e propulsão ao longo da missão. Com isso, o escudo térmico da cápsula fica exposto para a reentrada.

Após a separação, o módulo segue uma trajetória para se desintegrar na atmosfera, enquanto a cápsula utiliza pequenos propulsores para se afastar. Essa etapa é crucial: qualquer falha pode comprometer a capacidade da nave de suportar o calor e as forças da reentrada.

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2ª: entrada na atmosfera

Na sequência, a cápsula atinge a atmosfera terrestre em altíssima velocidade, superior a 38 mil km/h. Nesse momento, o ângulo de entrada precisa ser extremamente preciso.

Se for muito raso, a nave pode “quicar” na atmosfera e retornar ao espaço. Se for muito inclinado, o calor pode ultrapassar a capacidade do escudo térmico e destruir a cápsula. Ainda de acordo com o Gizmodo, a margem de erro é inferior a um grau, exigindo precisão absoluta.

3ª: fase de plasma

Durante a reentrada, o ar comprimido à frente da cápsula gera temperaturas que podem chegar a cerca de 1.650 °C. Esse processo cria uma camada de plasma ao redor da nave, provocando um apagão nas comunicações com a Terra por cerca de seis minutos.

O desempenho do escudo térmico é determinante nesse momento. Problemas observados em missões anteriores levaram a ajustes no sistema, que agora é considerado confiável, embora continue sendo um dos pontos mais sensíveis da operação.

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4ª: abertura dos paraquedas

Após sair da fase de plasma e restabelecer a comunicação, a cápsula inicia a sequência de pouso. Primeiro, são abertos paraquedas menores, responsáveis por estabilizar a nave. Em seguida, três paraquedas principais são acionados para reduzir a velocidade antes da queda no oceano.

O sistema possui redundância e consegue operar com apenas dois paraquedas principais, mas falhas múltiplas poderiam resultar em um impacto perigoso.

Se tudo ocorrer conforme o planejado, a equipe de resgate retira os astronautas da cápsula em até duas horas após o pouso, com encaminhamento para avaliações médicas antes do retorno à base da NASA.

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Débora Elisa

Produtora na Rede 98 desde janeiro de 2026. Antes, repórter multimídia e colunista em O TEMPO, com experiência em coberturas esportivas e de variedades. Apresento o 'Tudo Menos Futebol', programa semanal de esportes olímpicos da casa.

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