O senador Jaques Wagner (PT) voltou a negar neste sábado (27/6) as suspeitas levantadas pela Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero e afirmou que vai provar sua inocência. Durante um ato político em Barreiras, no oeste da Bahia, o petista disse que está tranquilo diante das investigações e relembrou uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu estou muito tranquilo. O presidente Lula gosta de dizer: ‘Galego, só quem sabe o que você fez é você mesmo’. Eu sei o que eu fiz e vou desmentir a mentira que estão tentando construir contra a minha pessoa. Vou desmontar essa mentira”, afirmou.
A declaração foi dada três dias após Wagner deixar a liderança do governo no Senado, cargo que ocupava desde o início do terceiro mandato de Lula.
Jerônimo diz que investigação busca atingir Lula
No mesmo evento, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa de Jaques Wagner e afirmou que as investigações têm motivação política.
“É muita injustiça. Na verdade querem pegar Lula primeiro e usam a gente o tempo inteiro para bater no Lula. Depois pegam uma pessoa que é um patrimônio nosso. Na história de Wagner, você nunca ouviu, em 20 anos, qualquer tipo de mácula aqui na Bahia que pudesse oferecer a ele um risco de dizer que ele é desonesto”, declarou.
Senador diz que prioridade é provar inocência
Durante o discurso, Wagner também comparou sua situação à do presidente Lula, citando a prisão do petista durante a Operação Lava Jato.
Segundo o senador, sua prioridade agora é demonstrar que não cometeu irregularidades, além de trabalhar pela reeleição de Lula, do governador Jerônimo Rodrigues e pela própria permanência no Senado.
Operação apura relação com empresário ligado ao Banco Master
A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro envolvendo o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.
Segundo a investigação, uma empresa ligada ao empresário teria repassado R$ 3,5 milhões ao núcleo familiar de Jaques Wagner. A PF também apura a suposta doação de um apartamento em Salvador, viagens em jatinhos, ingressos para um show nos Estados Unidos e encontrou cerca de R$ 471 mil em dólares e euros durante buscas em um imóvel ligado ao senador.
Wagner afirma que os recursos têm origem legal e nega qualquer irregularidade. Segundo ele, os pagamentos feitos à empresa de sua nora são superiores aos valores divulgados pela investigação e foram realizados de forma lícita.