A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8/9) para manter o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. O julgamento, no entanto, foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
A análise ocorre em sessão virtual e discute se a decisão do ministro André Mendonça, que determinou o afastamento preventivo de Rodrigues, deve ser mantida pelos demais integrantes da Segunda Turma.
Até o momento, Luiz Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção do afastamento. Com esses votos, já há maioria entre os ministros que se manifestaram, mas o julgamento ainda não foi concluído.
Além de Andrei Rodrigues, Mendonça também determinou o afastamento preventivo de Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal.
Relatório da PF está no centro do caso
A decisão de afastamento está relacionada à produção de um relatório interno da Polícia Federal que acabou sendo utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes em uma representação contra André Mendonça.
Moraes pediu a abertura de uma investigação para apurar possíveis crimes de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade atribuídos a Mendonça na condução de questões relacionadas ao caso do Banco Master e às investigações envolvendo o INSS.
O relatório produzido dentro da Polícia Federal passou a fazer parte da disputa entre os ministros e é um dos elementos considerados na decisão que levou ao afastamento dos integrantes da corporação.
O julgamento no STF permanece suspenso até que Gilmar Mendes devolva o pedido de vista para que a análise seja retomada.
