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Contra privatização, servidores da Copasa declaram greve por tempo indeterminado

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Greve, que terminaria nesta quinta-feira, foi estendida por tempo indeterminado (Guilherme Dardanhan/ALMG)

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Servidores da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) decidiram, nesta quarta-feira (22/10), estender por tempo indeterminado a greve iniciada nessa terça (21/10). A deliberação ocorre como forma de protesto à tentativa do governador Romeu Zema de privatizar a companhia no âmbito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados com a União (Propag).

A decisão foi tomada após audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que discutiu caminhos para a privatização. Mais cedo, a Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social tratou sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/23, cujo objetivo é facilitar a privatização ou federalização da empresa de saneamento básico. O texto propõe a derrubada da exigência de referendo popular para concretizar a venda.

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Enquanto a Comissão debatia a PEC, milhares de servidores da Copasa protestavam na porta da ALMG.

O anúncio de extensão da greve dos trabalhadores por tempo indeterminado foi publicada no perfil oficial do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua) no Instagram, na noite desta quarta-feira. Inicialmente, a paralisação estava programada para terminar nesta quinta (23/10).

Funcionamento dos serviços

Antes do anúncio da extensão da greve, a Copasa havia informado à Rede 98 que os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto não seriam prejudicados. “O sindicato [Sindágua] garantiu ainda atender ao pedido da Companhia para que não haja prejuízo à população”, afirmou a empresa em nota.

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“Diante de demandas sindicais que ultrapassam o poder de discussão da empresa, a Copasa vai monitorar a situação e tomar as medidas necessárias para garantir a continuidade das operações de seus serviços, reforçando o compromisso da empresa com a saúde, o bem-estar e a segurança hídrica dos mineiros”, garantiu.

A reportagem procurou a empresa diante da atualização do cenário e aguarda retorno. O Governo de Minas também foi procurado. Assim que houver qualquer manifestação, a matéria será atualizada.

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Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

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