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TOTVS, uma gigante do mercado, olha com atenção para Belo Horizonte

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Em conversa com empresários mineiros o CEO da TOTVS, Dennis Herszkowic, falou sobre a tendência para o mercado em 2025 (Foto: Divulgação)

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Na tarde desta quarta-feira (13/08) a TOTVS, maior empresa do segmento de tecnologia no Brasil, reuniu clientes e parceiros para um encontro com seu CEO, Dennis Herszkowicz. O encontro aconteceu nos jardins do Palácio das Mangabeiras, e na oportunidade, esta coluna conversou com Dennis para entender a importância das operações da empresa e a dimensão do negócio em Belo Horizonte. A seguir você acompanha a entrevista.

Como avaliar o impacto, na operação da TOTVS, em um cenário que apresenta uma desaceleração econômica global e uma volatilidade cambial?. 

Olha, a TOTVS é uma empresa que opera essencialmente no Brasil. A gente tem operações na América Latina, mas o DNA da TOTVS, a esmagadora maioria dos nossos negócios são aqui no Brasil. Então, óbvio, estamos o tempo todo atentos ao que está acontecendo no cenário global. Esse cenário tem impactos, mais cedo ou mais tarde no cenário brasileiro, mas nós estamos inseridos dentro desse cenário que é o Brasil e não necessariamente o mundo. 

Dito isso, a gente entende que a indústria de tecnologia, o mercado de tecnologia é um mercado que é menos cíclico. Especialmente o mercado de software de gestão, é um mercado ainda menos ciclo cíclico, porque são investimentos normalmente de médio longo prazo, são projetos que não levam em conta necessariamente esse curto prazo, essas flutuações que acontecem. Lógico, se as flutuações forem grandes o suficiente e se estenderem por um prazo longo demais, isso gera algum impacto, mas não é esse o cenário que a gente tem visto hoje. 

Quais os setores da economia brasileira são mais avançados na adoção das soluções que a TOTVS oferece?

Historicamente, o que a gente vê é que setores que se formalizaram mais cedo, acabaram se profissionalizando mais cedo, o que significa que tem um ritmo de adoção de tecnologia também um pouco mais rápido. Então, quando a gente vai, por exemplo, para setores como a manufatura, você já tem uma penetração de tecnologia, em particular a nossa tecnologia de software de gestão, muito grande. Por outro lado, quando a gente vai para o mercado de serviços, você tem uma informalidade um pouco maior, o que significa que o nível de sofisticação dos processos internos é um pouco menor e consequentemente a adoção de tecnologia também ainda fica a desejar

Na sua fala aos convidados você destacou um binômio de atenção da TOTVS, a IH (Inteligência Humana) e a IA (Inteligência Artificial). Como a TOTVS incorpora a IA generativa e a analítica nos produtos que ela oferece?

Isso hoje, já é uma realidade concreta. Há dois meses nós tivemos o nosso evento anual com clientes, um evento gigante chamado Universo TOTVS. Ali mostramos a aplicação concreta de IA no que nós chamamos de agentes. Um agente, nada mais é do que a IA sendo aplicada dentro de uma tarefa, dentro de um processo com diferentes graus de autonomia.

São processos que são menos complexos e menos críticos, e terão um grau de autonomia possivelmente maior, com uma adoção mais rápida. Quando você tem processos, tarefas que são mais complexas e efetivamente mais críticas, esse ritmo de adoção ele é um pouco mais lento e o nível de autonomia também é menor porque as consequências de um eventual erro são maiores. Mas eu acho importante deixar claro, a IA é uma realidade, e não só no mundo, é uma realidade na TOTVS. 

Competição e mercado, um tema que o mundo conversa. Os players internacionais na área de software de gestão são agressivos, como a TOTVS, empresa 100% brasileira vê esse mercado?

A gente vê pouca competição com os internacionais porque o perfil de cliente que nós trabalhamos tem um perfil normalmente diferente do perfil de cliente que os internacionais trabalham. Normalmente eles estão trabalhando filiais de multinacionais nacionais que operam no Brasil, ou empresas multibilionárias.

Nós temos o nosso foco dentro do que chamamos de SMB, ou seja, a pequena e média empresa. Se você fatura a partir de 10, 15 milhões de reais por ano, você já é efetivamente um potencial cliente para a TOTVS. Normalmente não temos um cliente que vai faturar 50 bilhões de reais, por exemplo. Então, o nível de competição direta com esses players internacionais é menor do que parece.

Qual a importância do mercado de Belo Horizonte para TOTVS? 

Aqui temos quase 1.000 pessoas como colabores da TOTVS, então é uma operação super importante para nós, Temos uma das principais plataformas da TOTVS, que se chama RM,  que veio exatamente da aquisição de uma empresa super tradicional aqui de BH.

Então temos um time grande importante cuidando de uma das principais plataformas que temos, e, óbvio BH é uma cidade enorme, uma cidade com uma economia super diversificada e a TOTVS  tem aqui um market share, uma presença de mercado super importante. Para nós, Minas Gerais e BH em particular, são estratégicos. 

Teorias de comunicação afirmavam que em 20 minutos o mundo podia mudar, mas o mundo já muda em segundos. Qual é a perspectiva para esse mundo, dentro do universo da TOTVS e do mercado? 

Eu acho que a gente tem que estar sempre preparado para mudar. Como você bem falou, o ciclo,a velocidade da mudança, está cada vez maior. Então, quanto menos resistência você tiver, quanto mais curiosidade, quanto mais preocupação na observação do mundo você tiver, maior a chance de você conseguir se adaptar a tempo de transformar essa mudança numa oportunidade e não numa ameaça.

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Paulo Leite

Sociólogo e jornalista. Colunista dos programas Central 98 e 98 Talks. Apresentador do programa Café com Leite.

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