A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reforçou nesta segunda-feira (11) que não há motivo para alarme em relação à hantavirose no estado, após a doença voltar ao debate internacional por causa de casos registrados em um cruzeiro no Atlântico Sul.
Segundo a pasta, o cenário brasileiro é diferente do monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no navio MV Hondius. Em Minas Gerais, a hantavirose está associada principalmente ao contato com roedores silvestres em áreas rurais.
De acordo com a SES-MG, a cepa identificada no Brasil não apresenta transmissão de pessoa para pessoa.
Estado reforça que casos são isolados
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou que a doença ocorre de forma pontual e que os casos registrados no estado são isolados.
“Muitas pessoas ficaram preocupadas, mas é importante esclarecer que não há transmissão de pessoa para pessoa. O vírus circula em roedores silvestres, especialmente em áreas rurais”, disse.
Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, Minas mantém ações permanentes de monitoramento e prevenção.
“As ações de vigilância e prevenção são contínuas”, afirmou.
Minas registrou um caso em 2026
Até o momento, Minas Gerais confirmou um caso de hantavirose em 2026.
Segundo a SES-MG, o paciente era um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, que teve contato com roedores silvestres em área de lavoura e paiol.
O caso evoluiu para óbito em fevereiro deste ano, com diagnóstico confirmado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que Minas registrou:
- 6 casos confirmados e 4 mortes em 2025;
- 8 casos confirmados e 4 mortes em 2024.
Secretaria orienta cuidados em áreas rurais
A SES-MG reforçou orientações para moradores e trabalhadores de áreas rurais, principais locais de risco para a doença.
A recomendação é evitar contato com fezes, urina e saliva de roedores silvestres.
“A principal orientação é evitar varrer locais com poeira seca, onde possa haver fezes ou urina de roedores”, explicou Baccheretti.
Entre as medidas de prevenção estão:
- Armazenar alimentos em recipientes fechados;
- Manter terrenos limpos;
- Evitar deixar ração exposta;
- Ventilar ambientes fechados antes da limpeza;
- Umedecer o chão antes de limpar locais com poeira.
Sintomas podem evoluir rapidamente
Os sintomas iniciais da hantavirose incluem:
- Febre;
- Dores no corpo;
- Dor de cabeça;
- Dor lombar;
- Dor abdominal.
Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.
Segundo a SES-MG, não existe vacina nem tratamento específico para a doença.
A orientação é procurar atendimento médico em caso de sintomas após contato com ambientes rurais ou locais com presença de roedores.