A partir desta sexta-feira (5/6), as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passam a ser oficialmente classificadas pelos Estados Unidos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). A medida amplia as sanções já anunciadas pelo governo norte-americano e reforça o combate às atividades internacionais dos grupos.
A decisão foi formalizada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e integra uma estratégia da administração do presidente Donald Trump para enfrentar organizações criminosas transnacionais ligadas ao tráfico de drogas e a outras atividades ilícitas.
No fim de maio, PCC e Comando Vermelho já haviam sido enquadrados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT), categoria que permite o bloqueio de bens e recursos sob jurisdição americana, além de restringir operações financeiras envolvendo integrantes, colaboradores ou apoiadores das facções.
Com a entrada em vigor da classificação como Organização Terrorista Estrangeira, as autoridades dos Estados Unidos passam a contar com instrumentos jurídicos mais amplos para investigações, processos criminais e ações de cooperação internacional. A designação é reservada a grupos estrangeiros considerados uma ameaça à segurança nacional do país.
Em comunicado assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, o governo americano afirma que PCC e Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e possuem atuação além das fronteiras nacionais, alcançando outros países das Américas, incluindo os Estados Unidos.
Segundo as autoridades norte-americanas, as duas facções reúnem milhares de integrantes e estão envolvidas em crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e ações violentas contra agentes de segurança, autoridades públicas e civis.
A medida também aproxima PCC e Comando Vermelho de outras organizações já classificadas pelos Estados Unidos como ameaças transnacionais, incluindo grandes cartéis mexicanos do narcotráfico, como o Cartel de Sinaloa e o Cartel de Jalisco Nova Geração.
