O governo de Minas Gerais elevou de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões a previsão de déficit nas contas públicas para 2027. A revisão foi encaminhada pelo governador Mateus Simões (PSD) à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quarta-feira (14/10), por meio de uma alteração no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA).
O novo valor representa um aumento de R$ 1,64 bilhão em relação à estimativa apresentada em setembro. O déficit ocorre quando as despesas superam as receitas previstas.
Segundo a ALMG, a previsão de despesas subiu de R$ 153,87 bilhões para R$ 155,50 bilhões, enquanto a estimativa de arrecadação permaneceu em R$ 144,99 bilhões.
O déficit projetado para 2027 é mais que o dobro dos R$ 5,22 bilhões previstos para 2026. Na comparação entre os orçamentos, as despesas aumentaram R$ 8,53 bilhões e as receitas estimadas caíram R$ 3,24 bilhões.
Governo aponta pressão sobre as contas
Na proposta apresentada em setembro, o governo atribuiu a previsão de déficit ao aumento das despesas obrigatórias e de outros gastos, como:
- Despesas com saúde, educação e fomento à pesquisa.
- Pagamento de juros e amortização da dívida estadual.
- Gastos com segurança pública e demais poderes.
- Adequações de emendas parlamentares.
- Crescimento da folha de pagamento dos servidores.
Governo cita alinhamento com o TJMG
O governo estadual informou que atualizou a proposta orçamentária após alinhamento institucional com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A administração destacou que o déficit é uma projeção, não um resultado registrado, e afirmou que Minas Gerais apresentou superávits nos últimos cinco anos. A estimativa também supera os R$ 7,67 bilhões previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, sancionada em agosto.
O projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 ainda será analisado pela ALMG. A proposta define a previsão de receitas e as despesas autorizadas para o estado no próximo ano.
