A Gerdau confirmou, nesta terça-feira (3/11), o fechamento da unidade em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. A decisão foi lamentada pela prefeita da cidade, Janete Aparecida (Avante), que destacou os impactos econômicos e sociais do encerramento das atividades.
Em nota, a empresa justificou o fechamento pela perda de competitividade da operação, principalmente devido à falta de fornecimento de minério de ferro a custos competitivos, fator que tem pressionado os custos de produção.
“A decisão está relacionada, principalmente, à perda de competitividade da operação, em razão da ausência de fornecimento de minério de ferro a custos competitivos, fator que tem pressionado os custos de produção”, informou a Gerdau.
Em pronunciamento divulgado nesta terça-feira, Janete afirmou ter recebido a notícia com “profunda tristeza”. Segundo a prefeita, mais de mil pessoas serão afetadas direta e indiretamente pelo encerramento das atividades, entre trabalhadores, prestadores de serviços, comerciantes e familiares que dependem da operação da empresa.
A prefeita também ressaltou a trajetória da siderúrgica na cidade. A unidade tem 32 anos de funcionamento em Divinópolis, enquanto a história da operação no mesmo local soma 73 anos, considerando o período anterior à chegada da Gerdau.
Janete afirmou que a administração municipal já começou a estudar medidas para minimizar os impactos do fechamento. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Igor, iniciou os levantamentos ainda na manhã desta terça-feira.
“Não venho aqui fazer para vocês nenhuma promessa. O que eu venho aqui é me colocar como prefeita dessa cidade para mais uma vez enfrentar. Enfrentar com firmeza, com responsabilidade, sem promessas, mas também sem desistir”, declarou.
Ela também destacou a importância econômica da unidade para o município. De acordo com a prefeita, a empresa representa aproximadamente 15% da arrecadação de ICMS de Divinópolis, além de gerar empregos e movimentar outros setores da economia local.
Janete afirmou que o momento deve ser de busca por soluções, sem apontar responsáveis pelo encerramento das atividades. Segundo ela, questões econômicas internacionais, relacionadas às exportações e importações de produtos de aço, estão entre os fatores envolvidos. “Divinópolis é mais forte do que isso”, concluiu.
