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EUA criam caução de até R$ 82 mil para vistos de turismo e negócios; Brasil fica fora da lista inicial

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O Brasil não está na lista inicial, mas o Departamento de Estado não descarta ampliar a medida para outras nacionalidades (Arquivo EBC)

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O governo dos Estados Unidos anunciou um projeto-piloto que exige o pagamento de caução para a emissão de vistos de turismo e negócios. A medida, que terá duração inicial de 12 meses, pretende reduzir o número de estrangeiros que permanecem no país além do prazo permitido.

Por enquanto, a exigência vale apenas para cidadãos da Zâmbia e do Malaui. O Brasil não está na lista inicial, mas o Departamento de Estado não descarta ampliar a medida para outras nacionalidades, de acordo com os índices de permanência irregular.

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Como funciona o novo sistema

Os solicitantes dos vistos B-1 e B-2 — que permitem viagens de negócios temporárias, participação em reuniões, conferências, turismo, visitas a familiares ou tratamentos médicos — deverão depositar entre US$ 5 mil e US$ 15 mil – cerca de R$ 82 mil -, como garantia para a obtenção do documento.

O valor do caução será definido durante a entrevista consular. O pagamento só poderá ser feito pela plataforma oficial Pay.gov, do Tesouro norte-americano, após orientação do consulado. Pagamentos feitos em sites de terceiros não são reconhecidos e não serão reembolsados.

Além do depósito, o solicitante precisa assinar o Formulário I-352, que formaliza o compromisso com as regras do visto. O programa também estabelece portos de entrada e saída obrigatórios:

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  • Aeroporto Internacional de Boston (BOS)
  • Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York (JFK)
  • Aeroporto Internacional Washington Dulles (IAD)

Devolução ou perda do valor

O caução será devolvido se o viajante:

  • sair dos EUA dentro do prazo autorizado,
  • não usar o visto antes do vencimento, ou
  • tiver a entrada negada no país.

O valor será retido caso o estrangeiro permaneça irregularmente, saia do país fora dos portos determinados ou tente mudar o status migratório, incluindo pedidos de asilo.

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O Departamento de Segurança Interna (DHS) será responsável por determinar se houve descumprimento. A devolução é automática quando as regras são seguidas.

Contexto e impactos

Segundo o Departamento de Estado, a iniciativa está amparada na Seção 221(g)(3) da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA) e leva em conta os dados mais recentes do Relatório de Permanência Irregular do DHS, que apontou altas taxas de overstay em países africanos como Zâmbia e Malaui.

Mesmo com caráter temporário, a medida gera alerta para viajantes e para o setor de turismo: o depósito pode encarecer e burocratizar viagens, ao mesmo tempo em que reforça a pressão do governo americano sobre países com histórico de irregularidade.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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