Um estudo detalhado sobre a anatomia do pênis identificou um novo ‘ponto G’ masculino, uma pequena área triangular na base da glande com alta concentração de terminações nervosas — o que a torna a região de maior sensibilidade do órgão. A descoberta, publicada por pesquisadores, aponta que a estrutura nunca foi descrita com precisão nos livros de anatomia e pode ser removida durante a circuncisão sem que médicos ou pacientes saibam disso.
Qual é essa área e onde ela fica
A área se chama delta do frênulo. Ela fica na parte de baixo do pênis, bem na junção entre a cabeça e o corpo do órgão.
O nome vem do formato triangular da região — parecido com a letra grega delta (Δ). Ali, há uma grande quantidade de terminações nervosas, o que faz com que qualquer toque nessa área produza uma sensação muito intensa.
Por essa razão, os pesquisadores a comparam ao ponto G feminino: uma zona de prazer que existia, mas que demorou para ser levada a sério pela ciência.
Por que ninguém tinha descrito isso antes
O frênulo já era conhecido como uma área sensível — qualquer homem que já prestou atenção no próprio corpo sabe disso. O problema é que a medicina nunca o estudou com profundidade.
Essa área não aparecia com detalhes nos livros de anatomia e era praticamente ignorada no treinamento de cirurgiões. Sem uma descrição precisa, ninguém sabia exatamente o que estava em risco durante procedimentos cirúrgicos na região.
É como se a medicina soubesse que a área existia, mas nunca tivesse parado para entender o que, de fato, ela faz.
O que a circuncisão tem a ver com isso
A circuncisão é a retirada do prepúcio — a pele que cobre a cabeça do pênis. O procedimento é comum em vários países por razões culturais, religiosas ou médicas.
O que o estudo aponta é que, dependendo da técnica usada e de quanto tecido é removido, o delta do frênulo pode ser parcialmente danificado ou até eliminado por completo durante a cirurgia.
Como a área nunca foi bem descrita, os cirurgiões não tinham como saber o que estavam retirando — nem os pacientes tinham como ser avisados sobre esse risco antes de aceitar o procedimento.
O que muda com essa descoberta
Com o novo mapeamento, os pesquisadores esperam que três coisas mudem: o conteúdo dos livros de anatomia, o treinamento de cirurgiões e a conversa que médicos têm com pacientes antes de uma circuncisão.
Para quem já foi circuncidado e percebeu alguma mudança na sensibilidade sexual, o estudo pode ajudar a explicar o que aconteceu — algo que, até agora, não tinha embasamento científico claro.
O trabalho reforça também que a sexualidade masculina ainda é pouco estudada, e que há muito a descobrir sobre o próprio corpo humano.
