A pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15/4) reforça o cenário de forte polarização na disputa presidencial de 2026, com protagonismo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
No principal cenário de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. Apesar da vantagem numérica do senador, os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
O empate reflete um eleitorado dividido. O percentual de brasileiros que dizem temer a volta da família Bolsonaro chega a 43%, enquanto 42% afirmam ter receio da continuidade do governo Lula, um indicativo de rejeição elevada em ambos os campos.
Primeiro turno: liderança de Lula, mas com pressão
Na simulação de primeiro turno, Lula mantém a liderança com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que soma 32%. A diferença, embora ainda relevante, é menor do que em levantamentos anteriores, sinalizando avanço do senador como principal nome da oposição.
O cenário também mostra espaço para outros candidatos, que juntos somam 15% das intenções de voto. Esse fator reduz a probabilidade de vitória em primeiro turno e reforça a tendência de segundo turno competitivo.
Terceira via: crescimento tímido, mas com impacto
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece com 6%, seu melhor desempenho até agora, enquanto Romeu Zema surge como outro nome testado.
Outros cenários de 2º turno: Lula ainda à frente
Nos cenários alternativos, Lula mantém vantagem. Contra Caiado, venceria por 43% a 35%. Já contra Zema, o placar seria de 43% a 36%.
Mesmo assim, a pesquisa aponta redução dessas diferenças em relação aos meses anteriores, indicando um ambiente mais competitivo de forma geral.
Dinâmica da disputa: rejeição e imagem pesam
Um dos fatores que ajudam a explicar o equilíbrio é a rejeição dos principais candidatos. Flávio Bolsonaro apresenta rejeição numericamente menor que a de Lula, o que contribui para sua aproximação.
Além disso, houve mudança na percepção sobre o senador. A diferença entre os que o consideram “radical” e “moderado” caiu nos últimos meses, sinalizando leve melhora de imagem.
Avaliação do governo e cenário econômico aparecem como pano de fundo
A pesquisa também mostra que o contexto atual ainda é desafiador para o governo. A desaprovação de Lula subiu para 52%, enquanto a aprovação caiu para 43%.
Na economia, 50% dos brasileiros avaliam que a situação piorou no último ano, e o aumento no preço dos alimentos é apontado como principal fator de insatisfação. O endividamento das famílias também segue elevado, atingindo 72% dos entrevistados.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 9 e 13 de abril. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09285/2026.
