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Uso excessivo de celular entre idosos pode aumentar ansiedade e insônia, diz estudo da UFMG

Por

Larissa Reis

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A pesquisa também identificou que a dependência do aparelho pode aumentar o isolamento social e a vulnerabilidade a fake news e golpes digitais (Imagem gerada por IA)

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Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontou que o uso excessivo de celular por pessoas com mais de 60 anos pode causar transtornos como ansiedade, insônia e sintomas depressivos. A pesquisa também identificou que a dependência do aparelho pode aumentar o isolamento social e a vulnerabilidade a fake news e golpes digitais.

Segundo a terapeuta ocupacional e pesquisadora Renata Maria, o principal ponto observado nas análises é que a tecnologia pode trazer benefícios, mas também riscos, dependendo da forma como ela é incorporada à rotina.

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“O impacto não foi só negativo. Alguns estudos mostraram que os aplicativos de comunicação estavam associados à redução da solidão. Por outro lado, quando o uso era mais excessivo e dependente, apareceram sintomas de ansiedade, depressão e pior qualidade do sono”, afirmou.

Renata explica que muitos idosos passaram a utilizar intensamente os ambientes digitais mais recentemente, especialmente após situações de isolamento, aposentadoria e redução do convívio presencial. Nesse cenário, o celular acaba ocupando um espaço central na rotina.

“Em alguns casos, o celular se torna a principal forma de lazer, a melhor companhia ou até a única forma de interação social. Isso merece atenção”, disse.

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A pesquisadora alerta que esse contexto também aumenta a exposição a desinformação e golpes virtuais. Segundo ela, conteúdos falsos costumam circular em grupos compostos por familiares e amigos, o que gera uma sensação maior de confiança. Além disso, criminosos criam relações de proximidade antes de aplicar golpes financeiros ou emocionais.

“O que a gente tem que observar é que muitas vezes o golpe não vem diretamente de fora. Antes, é criada uma relação de confiança para depois acontecer a fraude”, explicou.

Outro ponto destacado pela especialista é a chamada “nomofobia”, termo utilizado para definir a ansiedade relacionada à ausência do celular. O comportamento pode incluir necessidade constante de checar mensagens, irritação ao ficar longe do aparelho e sensação de isolamento sem acesso ao smartphone.

Entre os sinais de que o uso deixou de ser saudável, Renata cita dificuldade para dormir, uso do celular até tarde da noite, redução das interações presenciais e perda de interesse em atividades antes comuns na rotina.

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Para evitar que o uso das telas se torne prejudicial, a recomendação é fortalecer atividades fora do ambiente digital. Exercícios físicos, encontros presenciais, convivência familiar e hobbies ajudam a manter o equilíbrio.

“É importante evitar que a tela se torne a principal forma de lazer. Também é necessário conversar sobre fake news e golpes sem ridicularizar as pessoas mais velhas, estimulando sempre uma postura crítica diante das informações”, afirmou.

A pesquisadora também orienta reduzir o uso do celular durante a noite, para melhorar a qualidade do sono e diminuir a estimulação do sistema nervoso antes de dormir.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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