PUBLICIDADE
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Banco Master: investidores buscam FGC após liquidação; como será o ressarcimento?

Siga no

Banco Master (Divulgação)

Compartilhar matéria

A liquidação do Banco Master provocou uma corrida ao aplicativo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que se tornou o mais baixado do país nas últimas horas. Segundo o Ministério da Previdência, além de mais de 1 milhão de investidores individuais, 17 fundos de pensão de servidores públicos tinham aplicações que somam cerca de R$ 2 bilhões. A movimentação reflete a busca por informações sobre prazos, valores e procedimentos de ressarcimento.

Em entrevista ao Meio Dia em Pauta, da 98 News, o consultor jurídico Gustavo Figueiroa, especialista em Direito Societário e Tributário, explicou como funciona a cobertura do FGC e o que acontece com quem ultrapassa o limite garantido. Ele destacou que o fundo cobre depósitos e investimentos elegíveis — como conta-corrente, poupança, CDB, LCI e LCA — até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, já considerando o rendimento.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Acima desse valor, a recuperação depende do processo de liquidação do banco. “O excedente entra na massa liquidante, seguindo as regras de uma falência”, afirmou.

Figueiroa alertou que muitas pessoas confundem o limite de garantia ao considerar apenas o valor investido, sem incluir o retorno da aplicação. Pelo procedimento atual, investidores pessoa física fazem a solicitação direto pelo aplicativo, enquanto empresas precisam apresentar documentos societários, como contrato social e informações dos administradores. “A pessoa jurídica tem um caminho um pouco mais burocrático, mas igualmente definido pelo FGC”, explicou.

Para quem possuía investimentos não cobertos pelo fundo, o especialista foi direto: não há possibilidade de recuperação judicial. “O Banco Master já entrou em liquidação, que é diferente da recuperação prevista em lei. Agora é um processo típico de falência”, disse. Nesse caso, o investidor deve contratar um advogado para habilitar seu crédito e acompanhar a ordem de pagamento, que segue prioridades legais.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Figueiroa também comentou sobre o impacto da liquidação em empresas do mesmo grupo econômico, como o Willbank. Antes da operação que levou ao fechamento do Master, havia negociações para compra de ativos do conglomerado. Segundo ele, essas tratativas continuam possíveis, mas estão diretamente ligadas ao processo de liquidação.

“As empresas coligadas sofrem reflexos, porque fazem parte do mesmo grupo. Quem tinha dinheiro aplicado em mais de uma delas precisa acompanhar tudo com atenção”, sugeriu.

Compartilhar matéria

Siga no

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagem vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Economia

Setor textil pressiona governo por antidumping contra China

Ambev investe R$ 1,3 bilhão em Minas com foco em cervejas premium

BC Protege +: como funciona a ferramenta lançada contra abertura de contas fraudulentas

Governo reduz em quatro reais a projeção do salário mínimo para 2026 devido à queda na inflação

Defesa de Vorcaro espera soltura para início desta tarde

Aneel anuncia que dezembro terá bandeira tarifária amarela

Últimas notícias

Carro bate em poste e motorista fica desacordada na Avenida Dom Pedro II, em BH

Maratona Ghibli: ‘A Viagem de Chihiro’, ‘Totoro’ e outros filmes voltam aos cinemas

PF investiga ligação de Castro com proteção ao Comando Vermelho na Alerj

Defesa Civil de BH emite alerta para pancadas de chuva e ventos de até 50 km/h

Procurando emprego? Contagem terá feirão de vagas em áreas operacionais e atendimento

BH realiza leilão online de 436 veículos apreendidos; visitação começa dia 15

Show de Djavan em BH abre venda de ingressos; saiba data, local e horário

Novidades da Netflix em dezembro tem ‘Stranger Things’, ‘Emily in Paris’ e mais

Justiça derruba cobrança extra de condomínio para morador de cobertura em BH