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Lula, sobre acordo Mercosul-UE: Brasil não se limitará a papel de exportador de commodities

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Lula e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira, 16, que o papel do Brasil no acordo de Parceria Mercosul-União Europeia não vai se limitar na exportação de commodities. “Não nos limitaremos ao eterno papel de exportadores de commodities. Queremos produzir e vender bens industriais de maior valor agregado. O acordo prevê dispositivos que incentivam empresas europeias a ampliarem seus investimentos”, disse Lula em seu pronunciamento.

O acordo prevê a criação da maior zona de livre comércio do planeta, com mais de 700 milhões de consumidores, além da eliminação de tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos.

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O presidente brasileiro ressaltou que mais comércio e mais investimentos significam “novos empregos e oportunidades dos dois lados do Atlântico”.

“Já somos grandes provedores de produtos agropecuários para a União Europeia. Nossa parceria vai contemplar cadeias de valor estratégicas para a transição energética e transição digital”, declarou Lula, que se encontrou nesta sexta com Ursula von der Leyen, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, antes da assinatura do acordo, que ocorre no sábado, 17, no Paraguai.

Valores e respeito à democracia

No pronunciamento sobre próximos passos do acordo de parceria Mercosul-União Europeia, o presidente da República ressaltou que a aliança é positiva para um mundo democrático. “A União Europeia e o Mercosul compartilham valores como o respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos. […]O Acordo que vai ser assinado amanhã em Assunção, no Paraguai, é bom para o Brasil, é bom para o Mercosul, é bom para a Europa. E é bom, e muito bom, sobretudo para o mundo democrático e para multilateralismo”, declarou.

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A expectativa do Planalto é que o acordo, negociado desde 1999 com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, membros fundadores do bloco sul-americano, seja ratificado no primeiro semestre.

Além da dimensão econômica

Lula enfatizou que a conclusão das negociações era uma de suas prioridades em seu terceiro mandato e que este acordo vai além da dimensão econômica. “A União Europeia e o Mercosul compartilham valores como o respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos. Mais diálogo político e mais cooperação vão garantir padrões elevados de respeito aos direitos trabalhistas e a defesa do meio ambiente”, disse.

O presidente brasileiro ainda acrescentou que em seu atual governo, foram concluídos três importantes acordos comerciais para o Mercosul: com a União Europeia, com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e com Singapura.

“Continuaremos trabalhando para abrir mais mercados e para construir novas parcerias no mundo todo, em particular com Canadá, México, Vietnã, Japão e China”, afirmou Lula.

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