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Dólar cai 0,45% e fecha a R$ 4,98 com correção após ‘Flávio Day 2.0’

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Agência Estado

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  • 14/05/2026
  • 18:41

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Após o susto da quarta-feira (13), o real recuperou parte do valor com a leitura de manutenção da política econômica atual. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Após o susto da quarta-feira (13), o real recuperou parte do valor com a leitura de manutenção da política econômica atual. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

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O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira, 14, em queda moderada e abaixo de R$ 5,00, devolvendo apenas parcialmente os prêmios de risco político embutidos na quarta-feira na taxa de câmbio diante da perspectiva de reconfiguração da corrida presidencial. Investidores passaram a trabalhar com o aumento das chances de reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o que significaria a manutenção da atual política econômica, após a revelação da proximidade entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal pré-candidato da oposição à Presidência da República, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

Operadores ressaltam que a alta de 2,31% do dólar frente ao real na quarta refletiu, em grande parte, um movimento mais agressivo de realização de lucros, uma vez que a moeda brasileira já acumulava ganhos de dois dígitos em 2026 e exibia desempenho superior ao de seus pares. A leitura de que a eleição presidencial ficaria em segundo plano até pelo menos o início do segundo semestre embalava apostas de continuidade da apreciação do real, diante da melhora dos termos de troca com a alta do petróleo e das taxas de juros locais elevadas.

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Afora uma alta pontual e limitada no início dos negócios, quando registrou máxima de R$ 5,0286, o dólar à vista trabalhou em queda no restante do dia.

Após mínima de R$ 4,9721, fechou em baixa de 0,45%, a R$ 4,9863. A divisa ainda acumula valorização de 1,89% na semana e de 0,68% em maio, depois do recuo de 4,36% em abril. No ano, as perdas são de 9,16%.

Termômetro do comportamento da moeda americana em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY subiu quase 0,40% e se aproximou dos 98,900 pontos. Sinais positivos do encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, contribuíram para o apetite ao risco lá fora. Segundo o republicano, Xi teria se manifestado favoravelmente à manutenção da navegação pelo Estreito de Ormuz, comprometida pela guerra no Oriente Médio.

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Para o gerente de Tesouraria do Banco Daycoval, Otávio Oliveira, o mercado de câmbio passou nesta quinta por uma correção, após uma reação considerada exagerada na quarta ao novo “Flávio Day”. Em sua avaliação, boa parte da apreciação recente do real neste ano se deve ao enfraquecimento da moeda americana em relação às divisas emergentes, uma vez que não houve melhora dos fundamentos domésticos, em especial no campo fiscal.

“O dólar vem caindo de forma constante por fatores externos. Depois de recuar para R$ 4,90, já apareceram previsões de taxa de câmbio a R$ 4,80 ou até R$ 4,50, com base em uma tese um tanto frágil. Bastou um dia de estresse um pouco maior para o mercado perceber que não há motivo para dólar abaixo de R$ 5,00”, afirma Oliveira.

Na quarta-feira, reportagem do site The Intercept Brasil revelou contato direto entre Flávio e Vorcaro. Em mensagens de texto e áudio, o pré-candidato do PL pede recursos ao ex-banqueiro para a produção de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio negou à reportagem qualquer ligação com Vorcaro, mas depois admitiu que solicitou os recursos, argumentando que não se tratava de uma relação privada nem envolvia oferta de favores políticos ao ex-banqueiro.

A deterioração dos ativos locais na quarta já foi apelidada por investidores de “novo Flávio Day” ou “Flávio Day 2.0”. O primeiro “Flávio Day” ocorreu em 5 de dezembro do ano passado, quando o senador anunciou sua intenção de concorrer ao Palácio do Planalto, atendendo a uma ordem de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. À época, a avaliação de que Flávio não teria condições de vencer Lula levou a um tombo dos ativos domésticos, com o dólar à vista subindo mais de 2% em relação ao real.

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“Ontem começou a eleição para os mercados. Mesmo antes de estourar a bomba do Intercept, já tínhamos o governo correndo para cortar impostos e atenuar a alta dos combustíveis”, afirma, em nota, o economista-chefe da Neo Investimentos, Luciano Sobral, ressaltando que o noticiário revela a inclinação do governo para medidas eleitoreiras.

Operadores atribuíram parte do tombo do real na quarta ao anúncio do governo Lula de subvenção aos preços da gasolina e do diesel. A avaliação é de que o presidente não vai se furtar a lançar mão de medidas para evitar que a arrancada dos preços do petróleo, na esteira da guerra no Oriente Médio, provoque estragos maiores na economia doméstica e, por tabela, comprometa suas chances eleitorais.

Para Sobral, apesar da revelação da quarta, é “muito cedo para dizer” que a candidatura de Flávio Bolsonaro “está enterrada”, embora avalie o candidato como “ruim” e “cheio de telhados de vidro”. Ele pondera que as alternativas de direita carecem de intenção de voto e de recursos. “Para os mercados, que querem ver qualquer coisa que não Lula IV, a notícia pode ser positiva no médio prazo, se implicar na ascensão de outro candidato de direita com rejeição mais baixa”, afirma o economista.

Bolsa

Após três sessões em baixa, o Ibovespa teve recuperação parcial, em avanço de 0,72%, nesta quinta-feira, 14, aos 178.365,86 pontos. Foi apenas a sexta alta na série de 20 sessões que sucedeu as máximas históricas de 14 de abril, da qual o índice se afastou o correspondente a 20 mil pontos, considerando o nível de fechamento desta quinta-feira. Após o vencimento, na quarta-feira, de opções sobre o índice, o giro financeiro ficou nesta quinta em R$ 29,8 bilhões. Na semana e no mês, o Ibovespa recua, pela ordem, 3,12% e 4,78%. No ano, sobe 10,70%.

Alinhado ao longo do dia com o desempenho de Nova York – diferentemente da quarta, quando prevaleceu aversão doméstica com o vazamento de áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além dos subsídios anunciados pelo governo a combustíveis -, o Ibovespa contou desde cedo com o suporte proporcionado por ações de primeira linha, as preferidas, também, do investidor estrangeiro. Exceção para Vale ON, principal papel do índice, em baixa de 1,70% no encerramento – que na quarta havia sido a única blue chip que escapou a mais uma correção – e para Banco do Brasil ON, sem variação nesta quinta-feira.

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Petrobras subiu 0,82% na ON e 0,96% na PN, enquanto no setor financeiro, o de maior peso no Ibovespa, os ganhos chegaram a 1,94% en Itaú PN, no encerramento. Na ponta ganhadora do índice, Usiminas (+7,97%), C&A (+5,84%) e MRV (+4,89%). No lado oposto, além de Vale, destaque para Bradespar (-1,72%), SLC Agrícola (-1,59%) e Yduqs (-1,32%).

Na quarta, “a tendência da Bolsa já era de baixa, mesmo antes dos acontecimentos que explodiram em Brasília”, diz Alison Correia, analista e cofundador da Dom Investimentos, referindo-se a um “Flávio Day 2.0”, ainda que bem mais discreto que o Flávio Day original, de dezembro, quando foi anunciada a pré-candidatura do senador à Presidência – considerada então pouco competitiva, mas que, meses depois, tem se mostrado viável nas pesquisas de intenção de voto.

No quadro mais amplo, nesta quinta, “o mercado global viveu uma sessão marcada por equilíbrio entre otimismo geopolítico, realização de lucros e a continuidade do forte apetite por tecnologia e semicondutores”, diz Marcos Praça, diretor de análises da ZERO Markets Brasil. “O foco permanece dividido entre a reunião Trump-Xi e o conflito no Oriente Médio. Apesar das tensões envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz continuarem no radar, os investidores enxergam sinais de redução do risco imediato de interrupção no fluxo global de petróleo”, acrescenta

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Em outro desdobramento importante, os dados econômicos americanos também ganharam atenção nesta quinta-feira, destaca Praça. “As vendas no varejo vieram fortes, reforçando a percepção de uma economia resiliente. O que também sustenta visão mais hawkish dura para o Federal Reserve, especialmente após a confirmação de Kevin Warsh para a presidência da instituição”, afirma o analista, observando que, com relação às taxas de referência dos EUA, o mercado segue dividido entre o impacto da inflação decorrente da alta do petróleo e a pressão política do presidente americano, Donald Trump, por cortes de juros.

No Brasil, o dólar à vista fechou esta quinta-feira em baixa de 0,45%, a R$ 4,9863. Em Nova York, os principais índices de ações encerraram em alta: Dow Jones +0,75%, S&P 500 +0,77%, Nasdaq +0,88%, com o índice amplo (S&P 500) e o tecnológico (Nasdaq) mais uma vez em máximas históricas de fechamento.

Juros

Após o estresse gerado pelo “Flávio Day 2.0” na quarta-feira, quando vencimentos intermediários e longos chegaram a disparar mais de 30 pontos-base, com a notícia de que o presidenciável tinha proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro e pediu dinheiro ao dono do Master, os juros futuros exibiram tendência de acomodação ao longo desta quinta-feira, 14.

Num cenário em que a ausência de novidades sobre a guerra no Oriente Médio pode ser considerada uma boa notícia, as taxas não chegaram a devolver a disparada da quarta-feira, mas operaram em baixa. O suporte veio principalmente do cenário externo, com relativa estabilidade das cotações do petróleo, ainda que em patamares acima de US$ 100. O barril do Brent para julho, que serve de referência para a Petrobras, fechou em alta marginal de 0,09%, a US$ 105,72.

O encontro aparentemente bem-sucedido entre o presidente Donald Trump e seu colega chinês, Xi Jinping, em Pequim, foi monitorado e ajudou a moderar as curvas de juros globais, beneficiando também o mercado local de renda fixa. Ambos concordaram que o Irã “jamais poderá ter uma arma nuclear”.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 oscilou de 14,21% no ajuste de quarta a 14,19%. O DI para janeiro de 2029 encerrou negociado a 13,99%, vindo de 14,054% no ajuste. O DI para janeiro de 2031 arrefeceu de 14,115% a 14,075%.

Gestor de portfólio da Connex Capital, Gean Lima observa que, na sessão desta quinta, as taxas devolveram aproximadamente um terço da elevação exibida na véspera; ou seja, ainda há prêmio nelas. “O cenário global está mais calmo e seguimos um pouco desse movimento aqui, mas ainda é cedo para dar um ‘downplay’ no evento com o Flávio”, diz Lima, referindo-se à notícia do Intercept Brasil, que divulgou diversos trechos de conversas entre o filho de Jair Bolsonaro e Vorcaro.

Em sua visão, o saldo de alta entre a sessão de quarta e a desta quinta se deve ao risco eleitoral. Dois cenários são possíveis daqui para frente, em sua avaliação. No primeiro, se de fato houver perda de força de sua candidatura, o senador poderia desistir da corrida presidencial e apoiar outro candidato de direita com maior competitividade. Na segunda hipótese, mais negativa para os ativos domésticos, Flávio seguiria no páreo, o que aumentaria a chance de um quadro em que não há transição de governo em 2027 e no qual, portanto, a política fiscal seguiria expansionista.

“A história da eleição estava meio apagada, parecia que era algo muito distante e agora, faltando quatro meses para o pleito, deve entrar mais nos preços daqui em diante”, avalia o profissional de renda fixa.

Lá fora, Trump afirmou que Xi, após ter se encontrado com ele, ofereceu ajuda nas negociações envolvendo o Irã e demonstrou interesse em um acordo para reduzir tensões no Oriente Médio. O líder chinês, de acordo com o republicano, deseja a manutenção da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. “Mas ao mesmo tempo, eles compram muito do petróleo deles lá, e gostariam de continuar fazendo isso”, acrescentou o presidente dos EUA.

Em relatório, Andrea Damico, fundadora e economista-chefe da consultoria BuysideBrazil, observa que a China é o maior importador mundial de petróleo e gás, enquanto os EUA são o maior produtor, mas o comércio entre os dois países foi interrompido em 2025 devido às tarifas impostas por Pequim em retaliação às medidas de Trump. Na cúpula, Xi expressou interesse em comprar mais petróleo dos EUA para reduzir a dependência de Ormuz no futuro.

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