Resumo
Operação da Polícia Civil mira golpe com falso site do Detran em MG;
Esquema pode ter causado prejuízo de até R$ 20 milhões;
Justiça bloqueou R$ 10,4 milhões e prendeu suspeitos;
A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou a operação Espelho Turvo contra um esquema de estelionato digital que simulava sites oficiais para aplicar golpes em vítimas no estado. A investigação aponta prejuízo que pode ultrapassar R$ 20 milhões.
A ação ocorreu nessa quarta-feira (29/4) e teve desdobramentos em cinco estados.
Mandados e bloqueio de valores
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e 39 de busca e apreensão nos estados do Maranhão, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 10,4 milhões em ativos ligados ao grupo. A maior parte das ações ocorreu em Imperatriz, no Maranhão, onde foram executadas a maioria das ordens judiciais.
Como funcionava o golpe
Segundo a investigação, os criminosos criavam páginas falsas que imitavam portais oficiais do Detran de Minas Gerais e da Secretaria da Fazenda. Com isso, induziam as vítimas a pagar tributos, principalmente IPVA, por meio de Pix.
Os valores eram desviados para contas controladas pela organização.
Estrutura do esquema
A apuração identificou um sistema estruturado para ocultar o dinheiro obtido com as fraudes. O grupo utilizava empresas de fachada e contas intermediárias para dificultar o rastreamento dos recursos.
Pelo menos 20 empresas foram usadas no esquema de lavagem de dinheiro. Relatórios financeiros indicam movimentações complexas para dissimular a origem dos valores.
Número de vítimas
A Polícia Civil estima que cerca de 1.200 pessoas tenham sido lesadas desde janeiro de 2024.
Até o momento, o valor confirmado de movimentação ilícita supera R$ 10,4 milhões, mas a estimativa total pode ultrapassar R$ 20 milhões.
Organização tinha divisão de funções
As investigações apontam que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes.
Foram identificados 24 envolvidos, com funções que iam desde a abertura de contas até a gestão dos recursos desviados.
O que acontece agora
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o rastreamento dos valores.
A Polícia Civil não descarta novas fases da operação.
