A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A manifestação foi enviada nesta segunda-feira (15/6) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O entendimento da PGR acompanha o posicionamento já adotado pela Polícia Federal, que também se manifestou contra o acordo. Agora, caberá ao ministro André Mendonça decidir o futuro das negociações e a situação prisional do investigado.
Segundo a avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e dos procuradores responsáveis pelo caso, a proposta apresentada pela defesa não trouxe elementos novos em relação ao que já foi identificado durante as investigações.
Investigadores apontam falta de informações inéditas
Além da ausência de fatos considerados relevantes para o avanço das apurações, a PGR também entendeu que a proposta não apresentou um compromisso efetivo com a devolução de valores, ponto considerado central para a celebração de um eventual acordo.
A Polícia Federal já havia formalizado a rejeição da segunda tentativa de colaboração premiada e encaminhado ao STF um pedido para que Vorcaro deixe a cela especial da Superintendência da corporação em Brasília.
PF pede transferência para presídio federal
No mesmo documento, a PF solicitou a transferência do banqueiro para a Penitenciária Federal de Brasília. Vorcaro está preso na capital federal sob acusação de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras. De acordo com a Polícia Federal, os prejuízos investigados podem chegar a R$ 12 bilhões.
A expectativa é que André Mendonça analise ainda nesta semana os pedidos relacionados à delação premiada e à custódia do investigado.