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Infertilidade afeta uma em cada seis pessoas no mundo, alerta OMS

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Igor Teixeira

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A nova diretriz da OMS foca em reduzir as barreiras financeiras e geográficas para o acesso a tratamentos de fertilidade. (Foto: Eugene Ermolovich/CRMI)

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A infertilidade afeta cerca de uma em cada seis pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que publicou recentemente a primeira diretriz global voltada ao cuidado da condição. O documento recomenda que os países ampliem o acesso aos serviços de saúde reprodutiva, tornando o atendimento mais seguro, equitativo e acessível.

No Brasil, estimativas da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) apontam que aproximadamente 8 milhões de pessoas convivem com a infertilidade. Durante o Mês da Conscientização sobre o tema, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso dos tratamentos e ajuda a identificar mais rapidamente a causa da dificuldade para engravidar.

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Metade dos casos envolve fatores masculinos

Apesar de ainda ser comum associar a infertilidade apenas às mulheres, cerca de metade dos casos envolve fatores masculinos, segundo a ginecologista especialista em Reprodução Humana da Rede Mater Dei, Roberta Sacchetto.

“A investigação deve envolver o casal desde o início. Os fatores masculinos e femininos têm participação muito semelhante nos casos de infertilidade. O espermograma é um exame simples, acessível e fundamental para avaliar a fertilidade masculina”, explica.

Quando procurar um especialista

A orientação médica é que casais procurem avaliação especializada após 12 meses de tentativas regulares de gravidez sem sucesso e sem uso de métodos contraceptivos. Para mulheres com mais de 35 anos, esse prazo diminui para seis meses.

Algumas situações também justificam uma investigação antecipada, como ciclos menstruais irregulares, histórico de endometriose, cirurgias ovarianas ou alterações já identificadas nos exames do parceiro.

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“A fertilidade feminina sofre uma redução natural com o passar dos anos, especialmente após os 35 anos. Muitas vezes essa queda acontece sem sintomas perceptíveis, o que torna a avaliação médica ainda mais importante”, afirma a especialista.

Idade continua sendo um dos principais fatores

Embora a medicina reprodutiva tenha avançado nos últimos anos, a idade ainda é considerada um dos principais fatores que influenciam as chances de gravidez.

A investigação pode incluir exames hormonais, avaliação da reserva ovariana, ultrassonografia, histerossalpingografia, exame utilizado para avaliar as trompas, e análise seminal. A partir dos resultados, o tratamento é definido de forma individualizada.

“Quanto mais cedo identificamos a causa da dificuldade para engravidar, maiores tendem a ser as opções de tratamento e as chances de sucesso reprodutivo”, destaca Roberta Sacchetto.

Reprodução assistida amplia possibilidades

O adiamento da maternidade e a maior conscientização sobre infertilidade fizeram crescer a procura por técnicas de reprodução assistida. Entre elas está a fertilização in vitro (FIV), indicada em situações como alterações nas trompas, endometriose, fatores masculinos e diminuição da reserva ovariana.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, a técnica consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide em laboratório e, posteriormente, na transferência do embrião para o útero.

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Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas reforçam que nenhuma técnica consegue eliminar completamente os efeitos do envelhecimento sobre a fertilidade.

Tabu ainda atrasa diagnóstico

Além das questões médicas, especialistas alertam que o preconceito e a desinformação ainda fazem com que muitos casais demorem a procurar ajuda especializada.

O receio de julgamentos, a expectativa de que a gravidez aconteça naturalmente ou o desconhecimento sobre as causas da infertilidade costumam retardar o início da investigação.

“Buscar ajuda não significa fracasso. Significa entender o que está acontecendo e ampliar as possibilidades de encontrar o tratamento mais adequado para cada caso”, conclui a médica.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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