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Flamengo propõe fim dos gramados sintéticos no futebol brasileiro

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Clube argumenta que os campos artificiais geram desequilíbrio e podem afetar a saúde dos jogadores. (Foto: Pedro Souza/Atlético)

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O Flamengo se posicionou mais uma vez a favor do fim dos gramados sintéticos no futebol brasileiro. A sugestão faz parte do documento “Fair Play Financeiro”, divulgado na noite desta segunda-feira (10/11), em que o clube apresenta medidas para tornar o esporte mais equilibrado no país. No texto, o Rubro-Negro argumenta que os campos artificiais devem ser eliminados de competições nacionais por causarem desequilíbrios entre clubes e oferecerem riscos à saúde dos jogadores.

Atualmente, Palmeiras, Atlético e Botafogo e Athletico Paranaense utilizam o piso sintético em seus estádios. Recentemente, atletas se posicionaram em massa nas redes sociais a favor da proibição, entre eles estavam Neymar, Philippe Coutinho, Memphis Depay e Dudu, atualmente no Galo.

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Além do tema dos gramados, o documento também propõe restrições a clubes em recuperação judicial, como o bloqueio de registros de novos atletas durante o processo e perda de pontos em caso de descumprimento. 

A medida impactaria, por exemplo, o Vasco, que enfrenta questionamentos sobre sua recuperação judicial. O Flamengo ainda afirmou estar disposto a colaborar com a CBF na criação do Sistema de Sustentabilidade do Futebol (SSF), voltado à gestão financeira dos clubes.

Confira o comunicado na íntegra:

“O Clube de Regatas do Flamengo vem participando ativamente das discussões sobre o Sistema de Sustentabilidade do Futebol (SSF), um modelo brasileiro de Fair Play Financeiro, conduzidas pela comissão instituída pela CBF.

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Com o intuito de contribuir para o aprimoramento das práticas de governança e sustentabilidade no futebol brasileiro, o Flamengo enviou, por escrito, sua posição detalhada à comissão responsável. O compromisso do Flamengo transcende os números, dedicando-se ao esporte, à competição justa e a um Fair Play que represente os verdadeiros princípios do futebol.

  • Tratamento de clubes em RJ/REJ: impedir que clubes utilizem o período de não pagamento de dívidas (entre a decretação da RJ/REJ e a homologação do acordo) como vantagem competitiva, bloqueando o registro de novos atletas neste período e perda de pontos.
  • Definição ampla de custos: controlar não apenas a “folha salarial” (CLT), mas também o custo total do elenco, incluindo direitos de imagem, luvas, bônus, comissões de agentes e impostos.
  • Bloqueio de brechas contábeis: impedir que custos do futebol profissional masculino sejam “maquiados” como investimentos em categorias de base ou em futebol feminino por meio de rateios fictícios.
  • Controle de caixa mínimo: Implementar indicadores antecedentes, como a necessidade de capital de giro saudável, para prevenir crises de liquidez.
  • Transações com partes relacionadas: desconsiderar ou limitar transações entre partes relacionadas (ex.: clube e empresa do mesmo dono) que possam inflar as receitas ou ocultar os custos. Aportes de capitais, por exemplo, não devem ser contabilizados como receita recorrente.
  • Uso de ratings: adotar um sistema de classificação (como o utilizado por consultorias especializadas), no qual clubes com melhor gestão (classificação elevada) tenham mais margem de manobra, criando um incentivo à boa governança.
  • Sanções eficazes: focar as sanções na restrição de janelas de transferência, e que estas sejam cumpridas integralmente, mesmo que a causa da punição seja sanada, para desestimular a procrastinação.
  • Implementação do “Teste de Proprietários e Dirigentes”: criação de uma avaliação composta por regras e critérios para determinar se os novos (ou potenciais) proprietários e dirigentes de um clube são aptos para o cargo. O objetivo é proteger a imagem e a integridade da competição e dos clubes, assegurando que os indivíduos que gerenciam ou adquiriram clubes sejam confiáveis e tenham capacidade financeira comprovada.
  • Exequibilidade Efetiva do Sistema: implementar uma governança aparelhada para executar punições automáticas, com base em dados factuais e financeiros, incluindo a aplicação de punições e restrições.
  • Proibição de Gramados Artificiais: os gramados de plástico devem ser eliminados imediatamente de todos os torneios nacionais profissionais. A discrepância nos custos de manutenção entre gramados naturais e artificiais provoca desequilíbrios financeiros entre os clubes e prejudica a saúde física de jogadores e atletas.

O Clube de Regatas do Flamengo continuará participando da elaboração e execução do Sistema de Sustentabilidade do Futebol (SSF), conforme a proposta da Confederação Brasileira de Futebol, e já cumprimenta a entidade pela louvável iniciativa”

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Arthur Albuquerque

Jornalista que cobre o dia a dia do futebol brasileiro para o digital da Rede 98. Acumula passagem pela TV Alterosa entre 2021 e 2023.

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