A troca na liderança do governo no Senado foi oficializada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (25/6). Em publicação nas redes sociais, o petista anunciou a senadora Teresa Leitão como nova líder do governo na Casa, destacando que a parlamentar terá a missão de articular a aprovação de pautas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto, como o fim da escala de trabalho 6 por 1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança.
“Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros”, escreveu o presidente.
A mudança ocorre um dia após o senador Jaques Wagner anunciar que deixará o posto de líder do governo no Senado. Em comunicado divulgado nas redes sociais na quarta-feira (24/6), Wagner informou que a decisão foi tomada em comum acordo com Lula, após reunião realizada no Palácio da Alvorada.
Segundo o senador baiano, o afastamento tem relação com a necessidade de concentrar esforços em sua defesa e em seus projetos eleitorais. “Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, afirmou.
A saída de Wagner acontece em meio a investigações conduzidas pela Polícia Federal. No último dia 18 de junho, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e Salvador. As apurações apontam suspeitas de que ele teria recebido vantagens indevidas do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.
Com a nomeação de Teresa Leitão, o governo busca reorganizar sua articulação política no Senado em um momento considerado estratégico para a tramitação de propostas prioritárias da gestão Lula. A senadora pernambucana passa a ser responsável por conduzir o diálogo com os parlamentares e construir apoio para projetos que o Planalto pretende aprovar ainda neste ano.
