Após ser processada por Gabriel Delfim, goleiro do Atlético, por vender uma camisa com provocação ao rival, a Máfia Azul, principal torcida organizada do Cruzeiro, veio a público se manifestar sobre a intimação.
Em nota publicada por seus advogados, a organizada explicou que não utilizou o nome de Delfim na camisa, não teve a intenção de ofender, difamar ou causar prejuízo à honra de terceiros e atua dentro dos limites constitucionais da liberdade de expressão e da manifestação cultural das torcidas.
Além disso, a Máfia Azul também esclareceu que, inicialmente, a Justiça negou o pedido de urgência do goleiro do Atlético para a proibição da venda da camisa e a retirada das imagens do produto das redes sociais. Segundo a nota, neste momento processual, não estão presentes os requisitos legais necessários para a concessão da medida de urgência.
O caso corre em segredo de Justiça e, além do pedido de urgência para a proibição da venda da camisa, Delfim também pede uma indenização de R$ 45 mil da Máfia Azul.
O caso
Após a briga generalizada na final do Campeonato Mineiro, viralizou nas redes sociais uma imagem de Delfim sendo agredido por Kaio Jorge, atacante do Cruzeiro. Dias depois, a Máfia Azul produziu uma camisa em tom provocativo ao rival, utilizando a imagem em questão e os dizeres: “porque meu time bota para F@%#@, e o nome dele são vocês que vão dizer”.
Clique aqui e veja a publicação da Máfia Azul nas redes sociais.
Nessa segunda-feira (30/3), o goleiro do Atlético encaminhou à Vara Cível de Belo Horizonte um pedido de indenização por uso indevido e vexatório de imagem por parte da torcida organizada. Segundo os autos do processo, a equipe jurídica de Delfim tentou entrar em contato com a Máfia Azul anteriormente, mas não obteve resposta.
