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Revogação de visto de Moraes é definitiva e não cabe recurso, afirma advogado

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Medida vem como retaliação contra autoridades brasileiras (Bruno Peres/Agência Brasil)

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A decisão do governo dos Estados Unidos de revogar vistos de entrada de autoridades brasileiras, como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, é definitiva e não está sujeita a revisão judicial. A explicação é do advogado Mark Morais, especialista em Direito Imigratório, que falou à Rede 98 diretamente de Miami.

Segundo ele, não se trata de uma suspensão temporária, mas de uma medida com efeito imediato, que impede inclusive o trânsito dessas autoridades em território norte-americano a caminho de outros países. “Quem estiver nos Estados Unidos deve deixar o país imediatamente”, afirmou o advogado.

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Mark destacou que decisões desse tipo são tomadas por agências do Poder Executivo, especialmente pelos consulados, e não podem ser revertidas pelo Judiciário. “A Suprema Corte dos Estados Unidos já confirmou que decisões consulares não são passíveis de revisão judicial, a não ser em casos muito específicos que envolvam direitos fundamentais de cidadãos americanos”, explicou.

Mesmo em situações em que o veto a um visto afete, por exemplo, o cônjuge de um cidadão norte-americano, o especialista afirma que ainda assim seria difícil que a Justiça revertesse a decisão consular. “Esse poder de negar ou revogar vistos é inerente às agências e pode atingir qualquer pessoa — seja civil, seja autoridade estrangeira”, concluiu Moraes.

A fala do advogado ocorre após a repercussão da retaliação americana contra autoridades brasileiras, anunciada na última sexta-feira (18/7) pelo secretário de Estado de Donald Trump, Marco Rubio.

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“O presidente Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos”, publicou Rubio no X. “Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato”, determinou.

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Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

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