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Simões credita filiação ao PSD à Kassab, revela detalhes da articulação por vice e projeta eleições

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Vice-governador participou do podcast Café com Leite (Rede 98)

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O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou que sua filiação ao PSD, oficializada nesta segunda-feira (27/10), foi motivada pela liderança de Gilberto Kassab. Em entrevista ao podcast Café com Leite, da Rede 98, horas após a cerimônia, Simões disse acreditar que o partido oferece base sólida para governar.

Segundo o vice-governador, o dirigente se diferencia dos demais líderes partidários pela visão estratégica. “O Kassab é o maestro da política nacional. Ele entende a importância de termos um ambiente institucional pacificado e trabalha na construção desses ambientes”, afirmou Simões.

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Durante a conversa, o mineiro elogiou a atuação de Kassab em diferentes estados, citando avanços em São Paulo e no Nordeste. “Ele tem capacidade de olhar a longo prazo, de movimentar as peças certas e de não se exaltar diante dos percalços, porque política é difícil”, disse. “Ele mantém a tranquilidade sem deixar que a paixão nuble a lógica.”

Simões também comparou o perfil do presidente do PSD ao do governador Romeu Zema, destacando a serenidade de ambos. “Nesse ponto, ele me lembra o Zema, com uma diferença: o Kassab gosta do movimento político e o conhece há décadas”, afirmou. “Estou vindo [para a nova sigla] porque acredito que estar dentro de uma estrutura que não tem dono, mas que tem comando vai me ajudar a fazer o que Minas precisa”, justificou.

Vaga aberta

O vice-governador também falou sobre os bastidores da articulação política para a formação da chapa que disputará o governo de Minas em 2026. Segundo Simões, o PSD ainda avalia diferentes cenários para a escolha do vice, que deve representar equilíbrio político e regional.

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“A construção será coletiva. Não se trata apenas de um nome, mas de garantir que Minas continue avançando com estabilidade e coerência”, apontou.

A busca pela ampliação do campo de alianças tem o PL como prioridade. Entretanto, segundo Simões, a sigla não “faz parte das cartas” neste momento. “Eu não gostaria que o Lula tivesse um palanque em Minas, e isso só vai acontecer se a gente dividir a centro-direita”, disse.

Eleições presidenciais

Em nível nacional, Simões apontou o que chama de “cardápio de escolhas” para a presidência da República, mas projetou a vitória de Romeu Zema na corrida pelo Executivo. Segundo ele, o governador “tem tudo para ser o 10º presidente mineiro”.

O aliado de Kassab também teceu críticas ao governo Lula (PT) ao afirmar que a popularidade do petista se sustenta “exclusivamente em cima da sua popularidade”. “Não é em cima de entrega, não é em cima de bons resultados, não é em cima de programas sociais inovadores que tenham modificado a realidade de ninguém”, declarou.

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Para o vice-governador, o cenário para 2026 é positivo no âmbito federal. “Nós vamos ter de novo essa possibilidade de gente que realizou, gente competente, gente em condição de conduzir o Brasil na direção de sair do buraco”, finalizou.

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Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

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